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7/24/2009
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Pra quem se distraiu
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Pra quem fez que não viu
A cena da Alma desolada
Acena quem nela não perdeu a calma

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Pra quem fingiu que não sentiu
Amor não é atuação ou ficção
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Pra quem não sucumbiu
Ao choro no drama
Da dama que perdeu quem ama

Nesse filme a cores
Desbotaram as flores
Falsas como os atores
Nesse cinema mudo
Preto e branco é o mundo
E eternas são as dores
Por amar vilões

Pedrosill

Paisagem Particular

7/24/2009
Os elementos do meu quarto
São os elementos do meu quadro
A minha vida imatura em exposição
Tudo que fiz em vão
Cada erro cometido
E os pedaços dos acertos espalhados pelo chão

Os elementos do meu quarto
São os elementos de um retrato a cores
A lembrança dos amores
Os desejos concebidos
Os segredos confessados ao pé do ouvido

Percebi que tudo ao meu redor
Me reflete, me remete
Aos momentos dessa vida
Que transformo em poesia
Em meio a tanta correria
Na insana tentativa de talvez eternizar
Essa minha paisagem particular
A visão que sempre quis ter ao acordar

Pedrosill

Elevado ao Cubo

7/23/2009
Apenas um segundo
Preso no meu cubo
Um mundo reservado só para mim

Incluso no meu quarto
Quatros cantos escuros
Sem noção de espaço, começo e fim

Penso nos momentos
E no que nós fizemos
Pra ficarmos separados por tanto
Tempo
É o que não tenho pra desperdiçar
Vou furar o meu casulo
Me transformar

Mudar o meu futuro
Lutar com o que tenho
Pra sempre estarmos juntos
Dentro do meu cubo

Apenas um segundo
É tudo que me basta
Pra elevar meu mundo ao cubo

Pedrosill

Fundamental

7/23/2009
Eu sempre quis dizer
Mas deixei passar
O dia-a-dia
A correria
Tudo contribuia
Se por falta de atenção
O segundo escorreu nas mãos feito areia

A bricadeira era...
A gente nunca espera
E de repente não te vejo aqui
Presente fica como lembrança
O olhar de uma criança
Que encantará
Onde estiver
Iluminará
Mesmo se eu não quiser
Me protegerá
Irá me trazer a fé
Me acalmará
Irá me encontrar por lá
Onde estiver

A brincadeira era ser especial
Fundamental é ter você perto de mim!

Pedrosill

ESTREANDO NO TELÃO: UM “JAPA” COISA DE CINEMA!

7/22/2009
Ontem no São João
Vindo das terras do Japão
Um novo nobre amigo
Havia chegado de supetão

Abusado e sem rodeios
Foi logo dizendo pra que veio
Topetando sem ter receios

Na primeira troca de roupa
Acompanhado por duas loucas
Fez um break pra lanchar!
E não é que chegando lá
Aquele menino da luar
Não parava de dançar!

Passada a primeira rodada
De sandubas e cocas geladas
Sugeriu fotos pra polemizar
Fincando a bandeira da união
Segurando câmeras e bastões na mão
Deliramos juntos fora do palhoção!

Logo depois da entrada
Casou-se de forma inusitada
Com os loucos que acabara de conhecer
Foi duramente criticado
Pra não dizer injustiçado
Por ter amigos da amanhecer

Mas quando tirou sua terceira veste
Se mostrou cabra de peste
Quanto amigo e quadrilheiro
E passado o São João
Ficou somente a sensação
De que quero esse Japa o ano inteiro

E na certa esse poema
Já é coisa de cinema
Apresentando pro mundo inteiro
O novo ator: Gustavo Monteiro!

Pedrosill
(ao amigo Gustavo Monteiro (Gú para os íntimos) , integrante do “Os Quatru.”)