Já Não Há

6/26/2008
A água acabou dessa vez
Nada mais vai sobreviver
Substituir não adiantará
Por que eu preciso da calma

O sol já se foi e eu não vi
O frio consumindo sem pedir
Como alegrar?
Se a falta afeta a alma
Que sem calor tende a desandar

É como esperar uma lágrima
Sem ter motivos para chorar
Chegar ao cume da montanha
Sem o medo de despencar
Se já não há
Já não há razão pra continuar
Se já não há fé
Já não adianta rezar
Como ferir com a faca
Alguma coisa que já morreu
Como traduzir a palavra
Quando todo mundo já entendeu

É como acender uma lâmpada
Quando a manhã já raiou
Se já acabou não há mais
Por que implorar por amor

Sem ar pra respirar
A poluição invasiva, no coração
Não dá pra suportar
Quando não há
Não adianta continuar
Chegar de sufocar
Escolho por fim
Recomeçar por mim

Calado

6/26/2008
Calado,
Encontrei uma força
Da qual jamais imaginei
Calado,
Escutei uma voz que era rouca
Que aos poucos eu mesmo afinei

Calado,
No canto do quarto...
Ou no meio da sala...
Tentando fugir!
Calado,
Sigo minha estrada
Pagando o preço
Pelo que escolhi.

Você incita não ser valido
Daqui eu me pergunto se vai passar
Até penso em ser elástico
Até perceber que nada mudará

Mesmo além das palavras
Ouvidas, fingidas
Mesmo além das cobranças
Forçadas, feridas
Com medo do que vão saber
De não saber o que fazer
Apesar de comprometer o laço
Afastar-me sem nem um abraço
Decido seguir,
Calado!
Prefiro!